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Edvaldo Neto se pronuncia após afastamento da Prefeitura de Cabedelo em razão da Operação Cítrico

Prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto, em vídeo publicado nas redes sociais após afastamento do cargo

O prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto, se pronunciou na manhã desta quinta-feira (16) sobre seu afastamento da gestão municipal, determinado após a deflagração da Operação Cítrico. A ação foi realizada pela Polícia Federal em parceria com o Ministério Público, por meio do Gaeco.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o gestor afirmou que sempre colaborou com os órgãos de controle e segurança pública e reforçou que não cometeu irregularidades durante sua atuação à frente da Prefeitura.

“Venho a público com toda clareza e transparência para me manifestar sobre os recentes acontecimentos envolvendo o meu nome em virtude de uma operação policial na nossa cidade. Inicialmente, gostaria de registrar todo o meu respeito a todos os órgãos de segurança pública”, declarou.

Prefeito afirma ter combatido possíveis irregularidades

Na publicação, Edvaldo Neto destacou que, desde que assumiu interinamente a gestão municipal — após o afastamento do ex-prefeito André Coutinho —, adotou medidas para evitar a atuação de organizações criminosas dentro da estrutura pública.

“Desde o primeiro dia em que assumi interinamente a Prefeitura Municipal de Cabedelo, lutei incansavelmente contra as organizações criminosas que possam estar infiltradas na Prefeitura”, afirmou.

O prefeito afastado também disse que manteve diálogo constante com instituições de controle.

“Nos reunimos com o Ministério Público, com o Poder Judiciário, com representantes da Polícia Civil e Militar, sempre nos colocando à disposição para enfrentar qualquer situação com indícios de ligação com o tráfico”, completou.

Operação investiga infiltração de facções na Prefeitura

A Operação Cítrico apura o suposto uso de empresas para contratação de pessoas ligadas a facções criminosas, com possível infiltração na estrutura da Prefeitura de Cabedelo e utilização de contratos públicos para beneficiar o grupo.

A investigação foi autorizada pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida, do Tribunal de Justiça da Paraíba, no dia 9 de abril — três dias antes da eleição suplementar realizada no município.

Edvaldo Neto foi eleito no pleito, mas acabou afastado do cargo dois dias após a votação.

Defesa e investigações seguem em andamento

Ao final do pronunciamento, o gestor reafirmou inocência e disse estar à disposição da Justiça.

“Venho com minha consciência tranquila dizer que não cometi nenhum ato ilegal à frente da Prefeitura. Continuo firme, de pé, à disposição para responder a qualquer questionamento”, concluiu.

As investigações seguem em andamento e podem trazer novos desdobramentos sobre o caso.

 

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