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Lula diz estar convencido de que será reeleito e defende maior atuação da União na segurança

Lula durante reunião de coordenação com integrantes do PT após primeiro turno

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (5) estar convencido de que não existem razões econômicas, sociais ou políticas que impeçam sua reeleição. A declaração ocorreu durante uma reunião de coordenação com integrantes do PT, na primeira segunda-feira após o resultado do primeiro turno das Eleições 2026.

Ao agradecer a participação dos integrantes do encontro, Lula parabenizou os candidatos que avançaram para a segunda etapa da disputa e também aqueles que não conseguiram se eleger. Segundo o presidente, o desempenho eleitoral não deve ser avaliado apenas pelo resultado final das urnas.

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“Perder é ruim, mas se você perde e deixa uma marca, a derrota pode significar a vitória”, afirmou.

Lula cita eleição de 2006

Durante o discurso, Lula mencionou sua experiência em disputas presidenciais que chegaram ao segundo turno e citou a eleição de 2006, quando enfrentou Geraldo Alckmin, que atualmente é seu vice-presidente.

O presidente afirmou que houve uma mudança expressiva na votação entre o primeiro e o segundo turno daquela eleição.

“Eu sou um cara que já fui pro segundo turno em quase todas as eleições. Em 2006, eu fui pro segundo turno com Alckmin e, no segundo turno, aconteceu um fenômeno: eu cresci 12 milhões de votos e ele perdeu 4 milhões de votos”, disse.

Ao falar sobre a atual disputa, Lula reconheceu que o cenário de 2026 é diferente, mas declarou confiança na possibilidade de permanecer no Palácio do Planalto.

“Eu estou convencido que não há nenhuma razão para que a gente não seja eleito presidente da República”, afirmou.

Presidente defende maior participação da União na segurança

Lula também dedicou parte do discurso à segurança pública, tema que classificou como um dos mais polêmicos da campanha eleitoral.

Na avaliação do presidente, o modelo estabelecido pela Constituição de 1988, que atribui aos estados a responsabilidade pela segurança pública, precisa ser revisto diante da expansão e da sofisticação das organizações criminosas.

Segundo Lula, o cenário atual exige uma participação maior do governo federal na área.

“Ficou claro para todo mundo hoje que o estado sozinho não dá conta da segurança pública”, declarou.

O presidente afirmou que o crime organizado passou por um processo de expansão e sofisticação e passou a atuar em diferentes setores da sociedade.

“A bandidagem cresceu, o crime organizado cresceu, ficaram sofisticados, se transformaram numa indústria multinacional”, disse.

Lula também afirmou que organizações criminosas passaram a ocupar diferentes espaços, citando, entre outros, o Judiciário, partidos políticos e clubes de futebol.

As declarações ocorreram no momento em que a campanha petista inicia uma nova etapa da disputa presidencial, após a definição do segundo turno das Eleições 2026.

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