O Ministério Público Federal (MPF) investiga as circunstâncias do colapso parcial da ponte sobre o Rio Paraíba, na BR-101, em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa. A apuração busca identificar possíveis falhas na conservação e manutenção da estrutura, além de verificar eventuais responsabilidades pelo incidente ocorrido em 7 de março de 2026.
A investigação também alcança outras pontes da rodovia federal na Paraíba, diante de registros de deterioração estrutural. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsável pela manutenção do trecho, foi acionado pelo MPF para apresentar informações técnicas sobre as condições das estruturas e as providências adotadas.
Segundo informações encaminhadas pelo Dnit ao Ministério Público, o colapso parcial da ponte sobre o Rio Paraíba ocorreu após problemas em um dos apoios da estrutura.
Laudos técnicos apontaram que a corrosão comprometeu mais de 70% da seção das estacas metálicas da fundação. O problema, associado também a fatores hidrológicos, levou à conclusão de que a estrutura é tecnicamente irrecuperável.
Perícia vai apurar possíveis falhas na manutenção
Uma perícia técnica de engenharia deverá avaliar se houve falhas nos procedimentos de manutenção preventiva e corretiva da ponte, seja por parte do Dnit ou de empresas contratadas pelo órgão.
O trabalho também buscará identificar se os problemas estruturais poderiam ter sido detectados antes do colapso, permitindo a adoção de medidas preventivas.
Além da análise técnica, o MPF solicitou ao Dnit cronogramas detalhados para a demolição controlada e a reconstrução da ponte sobre o Rio Paraíba.
O órgão também requisitou informações sobre os procedimentos de monitoramento periódico das estruturas e as medidas administrativas adotadas para apurar possíveis responsabilidades.
Ponte sobre o Rio Mamanguape também é investigada
A apuração do Ministério Público Federal não se limita à estrutura localizada em Santa Rita. Outra ponte da BR-101, sobre o Rio Mamanguape, também está no foco das investigações.
Nesse caso, a estrutura do lado direito permanece interditada preventivamente desde março de 2026, em razão de problemas de corrosão e deterioração do concreto.
O MPF pretende esclarecer as condições de conservação das pontes e acompanhar as providências necessárias para garantir a segurança dos motoristas e demais usuários da rodovia federal.
A investigação está em andamento e não representa, até o momento, uma conclusão sobre eventual responsabilidade do Dnit ou de empresas contratadas pelo colapso da ponte sobre o Rio Paraíba.









