A presidente do PT na Paraíba e deputada estadual, Cida Ramos, afirmou que o debate sobre uma candidatura própria do partido ao Governo do Estado nas eleições deste ano está encerrado. A declaração foi uma resposta às críticas do ex-governador Ricardo Coutinho, que voltou a defender que a legenda tivesse lançado um nome para disputar o Palácio da Redenção.
Em entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da rádio 100.5 FM, Cida destacou que a estratégia eleitoral do PT foi definida pela direção nacional da sigla e prevê o apoio ao projeto de reeleição do governador Lucas Ribeiro (PP), além da busca por um espaço na chapa majoritária.
Estratégia foi definida pela direção nacional
Segundo a dirigente petista, a discussão não se resume à defesa de uma candidatura própria, mas à viabilidade eleitoral do nome apresentado.
“A tática eleitoral foi construída nacionalmente. Não existe tática eleitoral do PT da Paraíba.”
A resolução aprovada pelo partido orienta o apoio à candidatura de Lucas Ribeiro e estabelece como prioridade a indicação do candidato a vice-governador. Até o momento, entretanto, o PT ainda não anunciou oficialmente quem disputará a vaga.
Críticas devem ser dirigidas ao comando nacional, diz Cida
Ao comentar as declarações de Ricardo Coutinho, Cida Ramos afirmou que, caso o ex-governador discorde da estratégia adotada pelo partido, as críticas devem ser dirigidas à direção nacional da legenda.
“Se existem críticas, Ricardo deveria fazê-las ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, ao presidente Lula e ao diretório nacional. Se não o fez, não será a Paraíba, o diretório estadual, a assumir uma crítica que não existe.”
Ex-governador não apresentou candidatura, afirma presidente do PT
Durante a entrevista, Cida também observou que Ricardo Coutinho não colocou seu nome à disposição para disputar o Governo do Estado nas definições internas do partido.
Ela acrescentou que outros nomes citados pelo ex-governador, como a ex-prefeita do Conde, Márcia Lucena, e a ex-deputada Estela Bezerra, além de não terem se desincompatibilizado dos cargos que ocupam, também não participaram das plenárias promovidas pelo PT em diferentes regiões da Paraíba para discutir a estratégia eleitoral.
Histórico de divergências em 2022
Cida Ramos relembrou que a última grande discussão sobre candidatura própria ocorreu nas eleições de 2022. Na ocasião, Ricardo Coutinho articulou junto à direção nacional do PT para que o partido não apoiasse a reeleição do então governador João Azevêdo (PSB), defendendo a candidatura de Veneziano Vital do Rêgo (MDB) ao Governo do Estado.
Naquele pleito, a chapa foi formada por Veneziano ao governo e Maísa Cartaxo (PT) como candidata a vice, enquanto Ricardo Coutinho disputou uma vaga no Senado Federal.
A decisão provocou divisão dentro da federação formada por PT, PCdoB e PV, já que parte das lideranças apoiou João Azevêdo. Ao fim da eleição, Veneziano terminou em quarto lugar na disputa pelo governo, enquanto Ricardo Coutinho ficou em terceiro na corrida ao Senado.
Com a definição da estratégia para 2026, a direção estadual do PT considera superada a discussão sobre candidatura própria e concentra as articulações na composição da chapa governista, especialmente na indicação do candidato a vice-governador.









