O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires (HMDJMP), unidade da rede estadual gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), registrou crescimento de 832% no número de procedimentos cardiovasculares e neurológicos realizados em sete anos. Em 2025, foram contabilizados 4.112 procedimentos, contra 441 registrados em 2018.
Referência estadual em procedimentos cardiovasculares e neurológicos de alta complexidade, a unidade também mantém ritmo elevado de atendimento em 2026. Entre janeiro e agosto deste ano, foram realizados 2.516 procedimentos cirúrgicos, com média superior a 300 cirurgias por mês.
Urgências têm prioridade no atendimento
Diante da demanda, os procedimentos realizados pelo Hospital Metropolitano são organizados conforme a indicação médica, o grau de urgência e os critérios de prioridade assistencial.
Os casos de urgência cardiovascular e neurológica têm prioridade, com atendimento definido de acordo com a necessidade clínica de cada paciente.
Já os procedimentos eletivos, que não apresentam caráter de urgência, são programados para os meses subsequentes, conforme a capacidade de atendimento e os critérios assistenciais estabelecidos pela unidade.
Rede estadual amplia capacidade com hospitais parceiros
Segundo as informações divulgadas pelo Governo da Paraíba, o aumento da demanda absorvida pelo Hospital Metropolitano ocorre em um cenário de redução da oferta de alguns serviços de alta complexidade nas redes municipais de João Pessoa e Campina Grande.
Para ampliar a capacidade de atendimento e fortalecer a oferta de procedimentos especializados, o governo também está contratando unidades hospitalares parceiras.
Entre os hospitais citados estão o Hospital Help, em Campina Grande, e o Hospital São Vicente de Paulo, em João Pessoa.
A estratégia prevê a distribuição de parte da demanda por procedimentos eletivos entre diferentes serviços da rede. A medida busca ampliar a capacidade assistencial e contribuir para a redução do tempo de espera de pacientes que não necessitam de atendimento imediato.
Com a priorização dos casos de urgência e a utilização de unidades parceiras para procedimentos eletivos, a rede estadual busca organizar o fluxo de pacientes e ampliar a oferta de cirurgias cardiovasculares e neurológicas de alta complexidade na Paraíba.









