O candidato ao Governo da Paraíba Cícero Lucena afirmou, neste domingo (4), estar tranquilo em relação ao resultado das eleições e disse confiar na decisão dos eleitores. Após votar, o candidato avaliou a campanha e criticou o que classificou como manipulação de informações e influência da comunicação oficial do governo.
“Olha, claro que influencia, jogaram de todo jeito hoje com a internet, com a comunicação, uma manipulação da imprensa oficial do governo, né, com aqueles que se submetem, aqueles Judas que se vendem e vendem suas consciências”, declarou.
Cícero afirmou, no entanto, que conseguiu apresentar sua mensagem aos eleitores durante a campanha e deixou a decisão sobre o resultado nas mãos da população.
“Eu tenho tranquilidade em relação a isso, mas também levei minha mensagem para todos os paraibanos e o que queria fazer. Aí eles é quem decide”, afirmou.
Experiência e propostas
Ao falar sobre a campanha, Cícero disse ter percorrido diferentes regiões da Paraíba apresentando o que chamou de “Paraíba real”. Segundo ele, sua proposta era oferecer ao estado um governador com experiência e disposição para enfrentar problemas sociais e econômicos.
“Por onde eu caminho a Paraíba, nós colocamos a Paraíba real, a Paraíba que precisa de um governador com experiência, com vivência, com atitude, com coragem, com determinação para cuidar desse estado, principalmente daqueles que mais precisam”, afirmou.
Entre os problemas citados pelo candidato estão a falta de acesso à água, a dificuldade de acesso ao emprego e a migração de pessoas que deixam suas cidades em busca de melhores condições de sobrevivência.
Cícero também mencionou o pequeno agricultor e afirmou que parte da população ainda não consegue aproveitar o potencial hídrico proporcionado pela transposição do Rio São Francisco.
“Do pequeno agricultor que vê a água passando da transposição do Rio São Francisco e não tem a oportunidade de produzir, de aumentar a sua renda”, disse.
O candidato também citou questões relacionadas à segurança e à preocupação das famílias paraibanas.
Ao agradecer à militância e aos eleitores que o acompanharam durante a campanha, Cícero afirmou que deixou a decisão sobre o resultado das urnas nas mãos de Deus e da população.
“Como sempre faço, uma eleição como essa, eu entrego a duas pessoas, primeiro a Deus e depois ao eleitor”, declarou.
Expectativa por segundo turno
Questionado sobre a possibilidade de disputar o segundo turno, Cícero afirmou que trabalhou para chegar à segunda etapa da eleição e disse que as dificuldades enfrentadas durante a campanha serviram, segundo ele, como motivação.
“Trabalhamos para isso, não é? Embora tenhamos passado aí por uma série de injustiças, mas essas injustiças, como na minha vida toda, sempre me fortalecem e me dão mais energia, mais disposição para trabalhar”, afirmou.
O candidato também apresentou a proposta de estabelecer uma relação de parceria entre o Governo do Estado e os municípios.
“O que eu me ofereci foi para isso, foi para oferecer a João Pessoa uma condição de ter um governador parceiro, a exemplo dos demais municípios, um governador que sabe onde os investimentos devem ser feitos para melhorar a vida das pessoas”, disse.
Cícero afirmou ainda que sua candidatura não teria como objetivo derrotar adversários, mas apresentar sua experiência e conhecimento para administrar o estado.
“Desde o começo eu disse que não queria derrotar ninguém, eu queria que a Paraíba ganhasse com o meu conhecimento e, mais do que o meu conhecimento, a minha experiência e, mais ainda, a minha vontade de fazer o bem”, declarou.
Apelo ao eleitor
Ao deixar uma mensagem aos eleitores paraibanos, Cícero pediu que cada pessoa vote de acordo com a própria consciência e fez críticas ao que chamou de tentativa de compra de votos.
“Que ele use a consciência dele para votar, que não se submeta às práticas”, afirmou.
O candidato relatou que participou de uma missa neste domingo na Igreja São Judas Tadeu e citou uma passagem mencionada pelo padre durante a celebração.
“Hoje, coincidentemente, eu estive numa missa na igreja São Miguel Arcanjo, e o padre lembrou que o voto, cuidado para você não se comparar a Judas, né? Se antes eram moedas, hoje são reais que estão sendo oferecidos, tentando comprar a consciência das pessoas”, declarou.
Cícero diz que acompanhará apuração em casa
Questionado sobre como acompanharia a apuração, Cícero afirmou que não pretende acompanhar a totalização dos votos em público.
“Como sempre faço, em casa. Depois de percorrer as urnas da cidade de João Pessoa, eu vou para casa ao lado da minha família acompanhar o resultado que sempre respeitamos, que é o resultado do eleitor”, afirmou.
Críticas à disputa pelo segundo turno
Cícero também criticou declarações de adversários que apontavam para a possibilidade de encerramento da disputa pelo Governo da Paraíba ainda no primeiro turno.
Segundo ele, sua campanha teria enfrentado tentativas de impedir sua chegada à segunda etapa da eleição.
“Eu já disse que eu sofri muita injustiça, tentaram ganhar a eleição no primeiro turno no tapetão, porque no momento que tirasse os votos válidos da minha eleição, abriria que não teria segundo turno”, afirmou.
Cícero classificou o cenário como uma tentativa de impedir sua presença no segundo turno, mas disse que sua campanha enfrentou a situação com tranquilidade.
“Tá se vendo uma tentativa de não me deixar ir para o segundo turno. Mas nós enfrentamos isso com tranquilidade, que nós estamos com a verdade, nós estamos com um compromisso de um futuro”, declarou.
O candidato encerrou afirmando que, na sua avaliação, interesses imediatos poderiam estar influenciando parte do eleitorado e daqueles que atuam na orientação política.
“Pode ser que algumas pessoas estejam sendo imediatistas, oportunistas e não estejam entendendo o que é que está em jogo dessa eleição, do cargo mais importante da vida pública de um estado, que é o cargo de governador”, afirmou.
Cícero disse ainda que sua candidatura buscou combater, durante a campanha, situações que considera injustas no estado.









