O jornalista Renato Machado, um dos nomes mais conhecidos do telejornalismo brasileiro, morreu na manhã desta quinta-feira (16), aos 83 anos, na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro. Com mais de cinco décadas dedicadas à imprensa, ele marcou gerações de telespectadores à frente de telejornais como Bom Dia Brasil, Jornal Nacional, Jornal da Globo e RJTV.
Natural do Rio Grande do Sul, Renato iniciou a carreira em 1969, no Jornal do Brasil. Anos depois, ingressou na TV Globo, onde construiu uma trajetória de mais de 40 anos e se consolidou como um dos principais correspondentes internacionais e apresentadores da emissora.
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Cobertura de grandes acontecimentos mundiais
Ao longo da carreira, Renato Machado participou da cobertura de alguns dos principais fatos da história contemporânea. Entre eles estão a Guerra das Malvinas, o desastre nuclear de Chernobyl e os atentados terroristas em Paris, além de outros eventos internacionais de grande repercussão.
Seu trabalho ajudou a consolidar uma carreira marcada pela credibilidade, experiência e presença em momentos decisivos do noticiário nacional e internacional.
Mais de cinco décadas dedicadas ao jornalismo
Renato Machado deixou a TV Globo em 2021, encerrando um ciclo de mais de quatro décadas na emissora. Após a aposentadoria do telejornalismo diário, passou a se dedicar à produção de conteúdo sobre gastronomia e vinhos, temas pelos quais nutria grande interesse.
Além da atuação como jornalista, tornou-se colunista e apresentador de programas especializados nessas áreas.
“Um universo de aprendizado”
Em depoimento ao projeto Memória Globo, Renato Machado definiu o telejornalismo como uma atividade de aprendizado constante e destacou a importância do conhecimento técnico e da troca de experiências na profissão.
“Para ser telejornalista é necessário um acúmulo de conhecimento. É saber curiosidades sobre grua, tráfego de câmera, enquadramento, cores, texto, edição. É uma troca. Um universo de aprendizado que, a cada dia, você vê que você erra”, afirmou.
Renato Machado deixa um legado de profissionalismo e contribuição ao jornalismo brasileiro, sendo lembrado como uma das vozes mais respeitadas da televisão e uma referência para diferentes gerações de jornalistas.









