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“Plano de fundo continua o mesmo”, diz assessor jurídico do PL que pede suspensão de diplomação em Cabedelo

A nova operação da Polícia Federal, deflagrada nesta terça-feira (14) em Cabedelo, voltou a movimentar o cenário jurídico e político do município. O assessor jurídico do PL, Dr. Saul Barros, afirmou que o grupo já vinha acompanhando o caso desde o pleito de 2024 e disse que novas medidas judiciais devem ser adotadas após os desdobramentos da ação.

Segundo ele, o partido já havia ingressado com ações antes mesmo da operação desta terça. “Nós já vínhamos acompanhando desde a eleição de 2024 todo esse processo, todo esse envolvimento com crimes, tudo visando a perpetuação de poder do grupo político que lá se encontra”, afirmou.

Ações judiciais

O advogado destacou ainda que, com base em levantamentos e informações do sistema Sagres, uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) já havia sido protocolada no último sábado. “Nós propusemos já no sábado uma AIJE. Dos 13 investigados citados hoje na Operação Cítrico, cinco já haviam sido apontados por nós”, disse.

Dr. Saúl afirmou também que parte dos alvos da operação já vinha sendo monitorada em investigações anteriores. “Dois deles já haviam sido presos recentemente em outras operações e outros três são pessoas ligadas à gestão, fazendo esse link entre administração pública e tráfico de drogas”, declarou.

Apenas personagens mudaram entre gestões

Na avaliação do advogado, houve mudanças apenas nos personagens envolvidos, mas não na estrutura investigada. “Mudaram-se os atores, mas o plano de fundo continua o mesmo. Um grupo que, segundo ele, burlava processos licitatórios com a finalidade de abuso político e econômico, visando o aliciamento de eleitores”, afirmou.

Questionado sobre o momento da operação, Dr. Saúl disse que não cabe ao grupo jurídico comentar a atuação das instituições, mas avaliou que as investigações teriam avançado até o ponto atual por consolidação dos fatos. “As instituições deixaram a situação amadurecer e se consolidar. As práticas ilícitas vinham acontecendo de forma contínua”, declarou.

O advogado também confirmou que o PL pretende ampliar a judicialização do caso e já trabalha em novos desdobramentos processuais. “Nós já judicializamos na véspera da eleição uma AIJE e devemos emendar a inicial para incluir o conjunto probatório produzido por essas investigações”, afirmou.

Ele acrescentou que o objetivo é questionar os efeitos do pleito e as próximas etapas do processo eleitoral. “Vamos pedir a suspensão das diplomações e posses dos eleitos e há precedentes no Tribunal Superior Eleitoral para discutir a validade do resultado em situações recorrentes e de ampla repercussão”, concluiu.

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