Por Gustavo Roberto *
A operação da Polícia Federal em parceria com o Gaeco, realizada na manhã desta terça-feira (14), em Cabedelo, também repercutiu entre lideranças políticas do estado. O senador Efraim Filho se pronunciou durante coletiva e defendeu a suspensão imediata da diplomação dos eleitos no município.
Segundo ele, o grupo político foi impactado pelas informações divulgadas ao longo do dia, especialmente diante do cenário já apontado durante a campanha eleitoral. “A gente recebe muito impactado toda essa operação. Durante a campanha, conseguimos conquistar mentes e corações, aumentamos a votação e reduzimos a diferença”, afirmou.
Cobrança por ação da Justiça Eleitoral
Efraim destacou que, na avaliação dele, houve enfrentamento a estruturas consideradas desiguais durante o processo eleitoral. “Lutar contra o tráfico mais uma vez, lutar contra o abuso de poder econômico, isso demonstra que a Justiça tem que agir. A Polícia Federal fez a sua parte”, declarou.
O senador chamou atenção para a proximidade da diplomação dos eleitos, prevista para o próximo dia 20, e defendeu a adoção de medidas urgentes por parte da Justiça Eleitoral. “A diplomação do dia 20 tem que ser suspensa. Esse é o primeiro alerta. É preciso evitar a perpetuação de uma organização criminosa no poder”, disse.
Suspensão da diplomação
Durante a coletiva, Efraim também afirmou que o grupo deve buscar uma decisão liminar para barrar o ato. “O primeiro pedido aqui é uma liminar para suspensão da diplomação agendada para o dia 20”, reforçou.
Ele ainda defendeu que a solução não passe por uma nova eleição, citando riscos enfrentados durante o período eleitoral recente. “Marcar uma terceira eleição em Cabedelo não dá. Quem foi para a rua se expôs, arriscou a vida. Isso está provado com o que estamos vendo agora”, afirmou.
Por fim, o senador reafirmou a Walber Virgolino e disse que seguirá defendendo mudanças no cenário local. “As pessoas de Cabedelo querem ficar livres e ter autonomia para seguir adiante. Essa é a defesa do nosso grupo: uma cidade que deixe de ser refém do crime”, concluiu.










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