O senador paraibano Veneziano Vital do Rêgo (MDB) rebateu o senador Rogério Marinho (PL) durante uma discussão no Senado Federal, nesta quinta-feira (15), após o parlamentar potiguar afirmar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está “ao lado dos criminosos”. A troca de acusações ocorreu durante uma sessão da Casa e levou à intervenção do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), que pediu aos colegas que evitassem ofensas em meio à polarização política.
Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), associou o posicionamento político de Lula à criminalidade e citou um percentual atribuído à população carcerária que teria votado no presidente.
“O lado onde estão os criminosos é um lado. O nosso lado é o outro lado. Essa é a diferença entre visões. Isso é um dado, 73% da população carcerária votou no Lula”, afirmou Marinho.
Veneziano rebate acusações e menciona milicianos
Em resposta, Veneziano contestou a declaração do colega e afirmou que também haveria pessoas ligadas à criminalidade no campo político de Flávio Bolsonaro.
“Do lado” de Flávio, segundo o senador paraibano, haveria “muitos criminosos”. Ele acrescentou que a diferença seria que muitos desses indivíduos estariam em liberdade.
“Tem muito miliciano solto”, declarou Veneziano durante o embate.
Na sequência, outro senador, cuja identidade não foi possível confirmar na transmissão da TV Senado, também fez uma referência a milicianos ao comentar as declarações de Rogério Marinho.
“Quem apoiou miliciano e condecorou miliciano ele [Rogério Marinho] sabe quem é”, afirmou o parlamentar não identificado.
Davi Alcolumbre intervém durante discussão
Diante da troca de acusações, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, interveio para pedir que os parlamentares evitassem reproduzir ofensas associadas aos debates políticos polarizados.
Alcolumbre pediu aos senadores que não fossem “contaminados” pelos xingamentos presentes nesse tipo de discussão.
O episódio ocorreu durante a sessão de quinta-feira (15) e evidenciou o confronto entre parlamentares de diferentes campos políticos em torno do presidente Lula e de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
As declarações sobre criminalidade, milícias e comportamento eleitoral foram feitas no contexto do embate político e não constituem, por si só, comprovação das acusações apresentadas pelos parlamentares.









