O senador Efraim Filho criticou o processo de consolidação da parceria público-privada envolvendo a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba e os serviços de esgotamento sanitário no estado.
Durante pronunciamento, o parlamentar afirmou ter sido “pego de surpresa” com o leilão realizado na B3 e questionou a condução do processo pelo Governo da Paraíba.
Senador questiona transparência do processo
Segundo Efraim Filho, a principal preocupação envolve a falta de transparência na discussão da parceria público-privada.
“Não dá para a gente concordar que se faça moeda de jogo político”, afirmou o senador.
O parlamentar declarou ainda que a maioria da população paraibana desconhecia detalhes da operação envolvendo a Cagepa e criticou negociações realizadas, segundo ele, “nos bastidores”.
Críticas à empresa vencedora da parceria
Durante o pronunciamento, Efraim Filho também fez críticas à empresa vencedora da parceria.
Sem citar detalhes específicos, o senador afirmou que a companhia seria cercada por “escândalos de corrupção”.
A parceria público-privada foi vencida pela Acciona, grupo espanhol que atua no setor de saneamento e infraestrutura em diversos países.
Efraim defende Cagepa pública
O senador afirmou ser contrário ao modelo adotado pelo Governo da Paraíba para ampliação dos serviços de esgotamento sanitário.
“Água não é mercadoria, governo. Ela é direito do povo”, declarou.
Efraim Filho também defendeu uma Cagepa pública, eficiente e transparente.
PPP prevê investimentos bilionários
A parceria anunciada pelo Governo da Paraíba prevê aproximadamente R$ 3 bilhões em investimentos ao longo de 25 anos para expansão do sistema de esgotamento sanitário em 85 municípios paraibanos.
Segundo o governo estadual, o projeto busca ampliar a cobertura de saneamento e universalizar os serviços até 2039.









