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FICCO deflagra operações Consigliere e Elo Negro contra tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na Paraíba

Policiais da FICCO durante operação de combate ao tráfico de drogas e organizações criminosas na Paraíba.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Paraíba (FICCO/PB) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (8), duas operações simultâneas voltadas ao enfrentamento de organizações criminosas envolvidas com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, comércio ilegal de armas e outros delitos. As ações, denominadas Consigliere e Elo Negro, mobilizam centenas de agentes e cumprem mandados judiciais na Paraíba, em outros estados e também em unidades prisionais.

Operação Consigliere mobiliza 200 policiais em quatro estados

A Operação Consigliere integra a Operação Força Integrada III, iniciativa nacional realizada simultaneamente em 15 estados brasileiros para intensificar o combate ao crime organizado.

Ao todo, cerca de 200 policiais participam da ação para cumprir 46 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão temporária, expedidos pelo Poder Judiciário da Paraíba.

As ordens judiciais são cumpridas nos municípios de João Pessoa, Campina Grande, Conde e Lagoa Seca, na Paraíba, além de Ponta Porã (MS), São Paulo, São Caetano do Sul e Igaratá (SP).

As investigações apuram a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de capitais e outros crimes identificados durante o inquérito policial.

Operação Elo Negro mira criminosos que atuavam de dentro de presídios

Também nesta quarta-feira, a FICCO/PB deflagrou a Operação Elo Negro, destinada a desarticular núcleos de uma organização criminosa com atuação no estado.

A operação cumpre oito mandados de prisão preventiva, oito mandados de busca e apreensão e 12 medidas de sequestro e indisponibilidade de bens.

As diligências ocorrem nos municípios de Patos e Conde, na Paraíba, em João Dias (RN) e também em unidades prisionais onde alguns dos investigados cumprem pena.

A investigação teve início após a apreensão de aparelhos celulares no interior de uma Penitenciária de Segurança Máxima. A análise do conteúdo dos dispositivos revelou indícios de que integrantes da organização criminosa continuavam comandando atividades ilícitas mesmo durante o cumprimento de penas ou de prisões provisórias.

Segundo a investigação, os suspeitos coordenavam a compra, distribuição e comercialização de drogas, negociavam armas e munições, movimentavam recursos financeiros e transmitiam ordens para integrantes em liberdade.

Estrutura criminosa utilizava familiares e pessoas próximas

As apurações apontam a existência de dois núcleos criminosos interligados. Pessoas próximas aos detentos eram utilizadas para manter o funcionamento da organização fora do sistema prisional.

Os investigadores também identificaram conversas relacionadas à cobrança de dívidas provenientes do tráfico de drogas, negociações de armas de fogo e planejamento de ações violentas contra devedores e integrantes de facções rivais.

As medidas cautelares foram expedidas pela Vara Regionalizada de Garantias da Comarca de Patos.

Investigações continuam

De acordo com a FICCO/PB, as investigações prosseguem com a análise do material apreendido durante as operações. O objetivo é identificar todos os envolvidos, esclarecer a extensão das atividades criminosas, responsabilizar individualmente os investigados e promover a asfixia financeira das organizações criminosas.

A FICCO/PB é composta pela Polícia Federal, pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e pelas Polícias Civil, Militar e Penal da Paraíba. As ações integram a estratégia de atuação conjunta das forças de segurança no combate ao crime organizado.

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