O senador eleito e presidente estadual do PSB, João Azevêdo, defendeu nesta quarta-feira (28) que as indicações do partido para a nova gestão do governador Lucas Ribeiro (PP) considerem critérios técnicos, além dos políticos. O ex-governador afirmou que a distribuição de cargos entre os partidos da base aliada não deve ocorrer por imposição e precisa levar em conta o funcionamento da administração estadual.
“Na época do governo, eu não aceitava que fosse assim [uma imposição das indicações]. Os espaços eram definidos, mas tinha que resolver as questões técnicas, porque o Estado tem que andar. Esse é um, esse é o princípio melhor: a gestão tem que funcionar plenamente”, afirmou João Azevêdo.
João Azevêdo descarta exigências por secretarias
O presidente do PSB da Paraíba explicou que o partido não estabeleceu exigências específicas por secretarias ou outras estruturas do governo estadual. Segundo ele, a composição da equipe precisa conciliar os interesses políticos da base com as necessidades administrativas.
“Tem que ter uma leitura e é preciso acomodar determinadas situações partidárias e de parlamentares. Por isso que não é só simplesmente você dizer ‘essa, aquela, aquela secretaria tá fechada, aqui, vem para cá’. Eu não trato as coisas assim, não, porque eu não passei por isso”, declarou.
A fala indica que, na avaliação do senador eleito, a distribuição dos espaços políticos precisa ocorrer de forma negociada, sem comprometer os critérios técnicos necessários à gestão pública.
PSB e Lucas Ribeiro ainda vão discutir cargos
João Azevêdo informou que ainda pretende se reunir com o governador Lucas Ribeiro para discutir a participação do PSB na nova composição administrativa do Estado.
De acordo com o ex-governador, os dois ainda vão “sentar à mesa” para debater a distribuição dos cargos destinados ao partido.
A definição dos espaços na gestão estadual integra as articulações políticas entre o governador e as legendas que compõem sua base de apoio. A expectativa é que as conversas estabeleçam a participação partidária no governo, considerando tanto os acordos políticos quanto as necessidades da administração pública.









