A cantora e empresária Juliette Freire protagonizou um vídeo publicado pela página Revelando nesta segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida, com críticas à intolerância religiosa e à utilização de símbolos religiosos na disputa presidencial de 2026. Intitulado “A guerra à santa”, o conteúdo tem 22 minutos e aborda episódios de ataques à imagem da padroeira do Brasil, além de questionar a relação entre religião e poder político.
O vídeo começa com a pergunta: “Por que uma Santa tão frágil, que já nasceu partida em duas, desperta tanto ódio em quem quer mandar no país?”. Ao longo da gravação, Juliette relaciona a devoção a Nossa Senhora Aparecida à convivência entre diferentes crenças e critica projetos que, segundo ela, buscam impor uma única visão religiosa à sociedade.
“Aparecida incomoda porque é a mãe de uma família onde todo mundo se respeita”, afirma a artista. Na sequência, ela destaca as diferentes formas de relação com a santa entre católicos, evangélicos e pessoas que não seguem uma religião.
A publicação ocorre em meio a críticas dirigidas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, sobre uma suposta iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O parlamentar negou a acusação e classificou a informação como “uma grande mentira”.
Vídeo relembra ataques à imagem da santa
Durante a gravação, Juliette recupera episódios de intolerância religiosa envolvendo Nossa Senhora Aparecida. Entre eles, está o caso de 1995, quando o bispo Sérgio Von Helder, da Igreja Universal do Reino de Deus, chutou uma imagem da santa durante um programa de televisão transmitido ao vivo.
O episódio teve repercussão nacional e se tornou um dos casos mais conhecidos de ataque público a um símbolo do catolicismo no Brasil.
O conteúdo também aborda manifestações de intolerância contra religiões de matriz africana, como o candomblé e a umbanda, ampliando a discussão sobre o respeito à diversidade religiosa no país.








