O secretário do Procon-JP, Júnior Pires, anunciou nesta terça-feira (29) que pediu exoneração do cargo após a decisão judicial que determinou seu afastamento cautelar por 90 dias, no âmbito da Operação Zona de Influência, da Polícia Federal. Segundo nota divulgada por ele, a decisão de deixar a função foi tomada para que possa se dedicar à própria defesa e ao esclarecimento dos fatos.
Júnior Pires negou qualquer envolvimento com organizações criminosas ou participação em eventual negociação de apoio político com facções. Ele afirmou que recebeu a decisão “com serenidade e respeito às instituições” e que está à disposição da Justiça e das autoridades para prestar esclarecimentos.
Operação investiga suposta negociação de apoio político
A Operação Zona de Influência cumpriu sete mandados de busca e apreensão e investiga suspeitas de negociação de apoio político-eleitoral entre agentes políticos e integrantes de um grupo criminoso.
Segundo a Polícia Federal, foram apreendidos R$ 220 mil em espécie durante as diligências. A investigação apura possíveis crimes eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro e domínio social estruturado.
Defesa afirma que afastamento não representa culpa
Na nota, a defesa de Júnior Pires destacou que o afastamento cautelar é uma medida processual e, por si só, não representa conclusão sobre responsabilidade ou culpabilidade.
O ex-secretário afirmou ainda que confia no esclarecimento dos fatos e na demonstração de sua inocência ao longo das investigações. A apuração da Polícia Federal segue em andamento.









