O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta terça-feira (3), em entrevista à CNN Brasil, que o deputado federal paraibano Hugo Motta (Republicanos-PB) reúne força política e tem grandes chances de conquistar a reeleição à presidência da Câmara dos Deputados. Ao comentar a disputa pelo comando do Senado, Kassab avaliou que o cenário permanece indefinido e pode abrir espaço para uma candidatura de centro.
Segundo o dirigente do PSD, a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial alterou o cenário de articulações no Congresso Nacional. Na avaliação de Kassab, o governo precisa construir alianças com partidos de centro para viabilizar uma candidatura ao comando da Câmara.
Kassab também comparou o cenário atual com uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial. Segundo ele, caso o parlamentar tivesse vencido Lula, teria condições de reunir uma maioria confortável na Câmara.
Kassab aponta força política de Hugo Motta
Para o presidente do PSD, Lula não conseguiria viabilizar um candidato próprio do campo da esquerda para comandar a Câmara e precisaria ampliar o diálogo com partidos de centro e integrantes do Centrão.
“Então ele [Lula] está se compondo com o centro, o centro tem o nosso partido, tem o Centrão e está se desenhando a candidatura de Hugo Motta. Hugo Motta é realmente um candidato hoje, inquestionavelmente, está com bastante força e com grandes chances de ser o candidato vitorioso”, declarou Kassab à CNN Brasil.
A avaliação do dirigente ocorre em meio às articulações partidárias para a eleição da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, que definirá o comando da Casa para o próximo biênio.
Disputa pelo Senado segue indefinida
Ao comentar a eleição para a presidência do Senado, Kassab apontou um cenário diferente, com articulações em torno de dois nomes: o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), e o senador Rogério Marinho (PL-RN).
Na avaliação do presidente do PSD, setores da esquerda se movimentam em apoio a Alcolumbre, enquanto grupos da direita articulam a candidatura de Marinho.
Kassab considera, porém, que uma candidatura de centro poderá ganhar espaço caso os dois grupos avaliem que seus representantes não têm votos suficientes para vencer a disputa.
“No Senado é um pouco diferente. A esquerda está vindo em apoiar o Davi, a direita, o Rogério Marinho. O que que eu percebo: se a direita com o Rogério Marinho perceber que não pode ganhar, ela pode preferir ganhar com alguém do centro do que perder para a esquerda — a esquerda que eu digo, o candidato do governo”, afirmou.
O dirigente também avaliou que o mesmo movimento poderia ocorrer entre os aliados do governo, caso percebam dificuldades para garantir a vitória de Alcolumbre.
Nesse cenário, segundo Kassab, uma terceira candidatura poderia surgir como alternativa para reunir apoios de diferentes setores políticos e disputar o comando do Senado.








