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“Diplomação tem que ser suspensa”, defende Efraim Filho após operação da PF em Cabedelo

Durante coletiva, Efraim Filho afirmou que diplomação de Edvaldo Neto tem que ser suspensa
Por Gustavo Roberto *

A operação da Polícia Federal em parceria com o Gaeco, realizada na manhã desta terça-feira (14), em Cabedelo, também repercutiu entre lideranças políticas do estado. O senador Efraim Filho se pronunciou durante coletiva e defendeu a suspensão imediata da diplomação dos eleitos no município.

Segundo ele, o grupo político foi impactado pelas informações divulgadas ao longo do dia, especialmente diante do cenário já apontado durante a campanha eleitoral. “A gente recebe muito impactado toda essa operação. Durante a campanha, conseguimos conquistar mentes e corações, aumentamos a votação e reduzimos a diferença”, afirmou.

Cobrança por ação da Justiça Eleitoral

Efraim destacou que, na avaliação dele, houve enfrentamento a estruturas consideradas desiguais durante o processo eleitoral. “Lutar contra o tráfico mais uma vez, lutar contra o abuso de poder econômico, isso demonstra que a Justiça tem que agir. A Polícia Federal fez a sua parte”, declarou.

O senador chamou atenção para a proximidade da diplomação dos eleitos, prevista para o próximo dia 20, e defendeu a adoção de medidas urgentes por parte da Justiça Eleitoral. “A diplomação do dia 20 tem que ser suspensa. Esse é o primeiro alerta. É preciso evitar a perpetuação de uma organização criminosa no poder”, disse.

Suspensão da diplomação

Durante a coletiva, Efraim também afirmou que o grupo deve buscar uma decisão liminar para barrar o ato. “O primeiro pedido aqui é uma liminar para suspensão da diplomação agendada para o dia 20”, reforçou.

Ele ainda defendeu que a solução não passe por uma nova eleição, citando riscos enfrentados durante o período eleitoral recente. “Marcar uma terceira eleição em Cabedelo não dá. Quem foi para a rua se expôs, arriscou a vida. Isso está provado com o que estamos vendo agora”, afirmou.

Por fim, o senador reafirmou a Walber Virgolino e disse que seguirá defendendo mudanças no cenário local. “As pessoas de Cabedelo querem ficar livres e ter autonomia para seguir adiante. Essa é a defesa do nosso grupo: uma cidade que deixe de ser refém do crime”, concluiu.

* Sob supervisão da Redação.
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