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“Cabedelo virou página policial”, diz Wallber Virgolino ao comentar afastamento de Edvaldo Neto

Por Gustavo Roberto*

A operação da Polícia Federal em parceria com o Gaeco, deflagrada na manhã desta terça-feira em Cabedelo, repercutiu imediatamente no cenário político local. O deputado estadual e pré-candidato à Prefeitura, Wallber Virgolino, afirmou que a ação não foi surpresa e voltou a fazer duras críticas à gestão municipal.

Sem surpresas

“Eu não vou dizer que foi surpresa, porque não foi. Todo mundo em Cabedelo esperava. A quantidade de uma gestão corrupta, ela continuou a ser corrupta”, declarou.

O parlamentar disse receber as novas denúncias com indignação e destacou o impacto negativo para a imagem da cidade. “Mais uma vez Cabedelo está nas páginas policiais. Isso envergonha o povo, que acaba sendo exposto nacionalmente por ações que não representam a cidade”, afirmou.

Agilidade do judiciário

Wallber também chamou atenção para a rapidez dos desdobramentos após o último pleito. “O cara ganhou domingo e, pouco mais de 24 horas depois, já está afastado, com escândalo de corrupção de 200, 300 milhões de reais e denúncias de ligação com facções criminosas. Isso é um absurdo”, disse.

Em tom mais duro, o deputado afirmou que existe um grupo restrito atuando dentro da administração pública. “Quem mora em Cabedelo sabe como funciona. É um grupinho de 20 ou 30 pessoas roubando todos os dias os cofres públicos e enriquecendo”, disparou.

Segundo ele, há indícios de enriquecimento e irregularidades envolvendo contratos públicos. “Tem gente que não tinha nada e hoje tem carro importado, vários apartamentos. Pega empresários ganhando licitação, fornecendo só no papel, sem entregar de fato, pegando o dinheiro e dividindo. Se investigar, vai aparecer muito mais coisa”, acrescentou.

Cabedelo vive momento crítico

O parlamentar também classificou o momento político da cidade como crítico. “Não existe sinal amarelo. É sinal vermelho. Já são três gestões com acusações graves, inclusive de ligação com o tráfico de drogas”, afirmou.

Ações judiciais

Wallber confirmou ainda que já foram protocoladas ações na Justiça questionando o resultado das eleições. “Já entramos com ações de anulação, medidas eleitorais, cíveis e criminais. Não basta só tirar da política, tem que responsabilizar”, disse.

Ele concluiu afirmando confiar nas investigações. “Espero que a Justiça faça o que tem que ser feito e que Cabedelo se livre desse ciclo de corrupção”, declarou.

As investigações seguem em andamento, e os citados não se manifestaram até o momento. O espaço permanece aberto.

* Sob supervisão da Redação.
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