Por Gustavo Roberto*
A operação da Polícia Federal em parceria com o Gaeco, deflagrada na manhã desta terça-feira em Cabedelo, repercutiu imediatamente no cenário político local. O deputado estadual e pré-candidato à Prefeitura, Wallber Virgolino, afirmou que a ação não foi surpresa e voltou a fazer duras críticas à gestão municipal.
Sem surpresas
“Eu não vou dizer que foi surpresa, porque não foi. Todo mundo em Cabedelo esperava. A quantidade de uma gestão corrupta, ela continuou a ser corrupta”, declarou.
O parlamentar disse receber as novas denúncias com indignação e destacou o impacto negativo para a imagem da cidade. “Mais uma vez Cabedelo está nas páginas policiais. Isso envergonha o povo, que acaba sendo exposto nacionalmente por ações que não representam a cidade”, afirmou.
Agilidade do judiciário
Wallber também chamou atenção para a rapidez dos desdobramentos após o último pleito. “O cara ganhou domingo e, pouco mais de 24 horas depois, já está afastado, com escândalo de corrupção de 200, 300 milhões de reais e denúncias de ligação com facções criminosas. Isso é um absurdo”, disse.
Em tom mais duro, o deputado afirmou que existe um grupo restrito atuando dentro da administração pública. “Quem mora em Cabedelo sabe como funciona. É um grupinho de 20 ou 30 pessoas roubando todos os dias os cofres públicos e enriquecendo”, disparou.
Segundo ele, há indícios de enriquecimento e irregularidades envolvendo contratos públicos. “Tem gente que não tinha nada e hoje tem carro importado, vários apartamentos. Pega empresários ganhando licitação, fornecendo só no papel, sem entregar de fato, pegando o dinheiro e dividindo. Se investigar, vai aparecer muito mais coisa”, acrescentou.
Cabedelo vive momento crítico
O parlamentar também classificou o momento político da cidade como crítico. “Não existe sinal amarelo. É sinal vermelho. Já são três gestões com acusações graves, inclusive de ligação com o tráfico de drogas”, afirmou.
Ações judiciais
Wallber confirmou ainda que já foram protocoladas ações na Justiça questionando o resultado das eleições. “Já entramos com ações de anulação, medidas eleitorais, cíveis e criminais. Não basta só tirar da política, tem que responsabilizar”, disse.
Ele concluiu afirmando confiar nas investigações. “Espero que a Justiça faça o que tem que ser feito e que Cabedelo se livre desse ciclo de corrupção”, declarou.
As investigações seguem em andamento, e os citados não se manifestaram até o momento. O espaço permanece aberto.






