O ministro, André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) retirou o sigilo de parte das investigações relacionadas ao Banco Master, das quais é relator. A decisão ocorreu após pedido do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e alcança 15 procedimentos.
Com a medida, os processos ficam disponíveis para os demais ministros do STF e também passam a ter acesso público. Permanecem sob sigilo apenas os materiais cuja divulgação possa prejudicar diligências em andamento ou novos procedimentos.
Fachin pede retirada de sigilo das investigações
A decisão ocorre em meio à crise interna no STF envolvendo medidas determinadas por Mendonça no âmbito das investigações sobre o Banco Master.
Inicialmente, o ministro tornou públicas supostas trocas de mensagens entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
A divulgação dos conteúdos e as decisões posteriores tomadas pelo relator ampliaram a tensão em torno da condução das investigações.
Mendonça havia afastado diretores da Polícia Federal
Nesta semana, Mendonça também determinou o afastamento de Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e de Leandro Almada, diretor de Inteligência Policial.
Na quarta-feira, o ministro suspendeu as decisões de Mendonça e determinou o retorno de Rodrigues e Almada aos respectivos cargos.
Presidente do STF leva decisões ao plenário
Posteriormente, Fachin decidiu anular tanto as medidas adotadas por Dino quanto as decisões de Mendonça relacionadas ao episódio.
O presidente do STF também determinou que o plenário da Corte analise, em 15 de setembro, o processo relatado por Mendonça que envolve Moraes.
A retirada do sigilo de parte dos procedimentos ocorre, portanto, em meio à disputa sobre a condução das investigações do Banco Master e às decisões tomadas pelos ministros envolvidos.










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