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Câmara informa ao STF que indicações de emendas parlamentares seguiram regras regimentais

Sessão do Congresso Nacional com debate entre parlamentares sobre pedido de CPMI do Banco Master.

A Câmara dos Deputados informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (20), que não foram identificadas irregularidades nas indicações de emendas parlamentares. A manifestação foi encaminhada ao ministro Flávio Dino, relator da ação que trata da transparência e da execução das emendas no Congresso Nacional.

No documento, a Advocacia da Câmara afirma que a tramitação das emendas obedeceu ao rito previsto no Regimento Interno da Casa. Para respaldar a manifestação, foram anexadas atas de reuniões de bancadas e de comissões, que, segundo a Câmara, comprovam que as indicações apresentadas pelos parlamentares foram “regularmente deliberadas e aprovadas”.

Câmara apresenta documentos ao Supremo

De acordo com a manifestação enviada ao STF, os procedimentos adotados pela Câmara seguiram as normas internas para aprovação das emendas parlamentares, sem identificação de falhas no processo de indicação.

A resposta foi encaminhada no âmbito do processo relatado pelo ministro Flávio Dino, que acompanha medidas voltadas ao fortalecimento da transparência e da rastreabilidade dos recursos destinados por meio de emendas parlamentares.

Dino encaminha informações à Polícia Federal

No domingo (19), o ministro Flávio Dino encaminhou à Polícia Federal (PF) as explicações apresentadas pelos presidentes de partidos políticos sobre a participação das legendas na indicação de emendas parlamentares.

Na semana passada, o ministro determinou que 21 partidos enviassem esclarecimentos ao Supremo sobre os procedimentos adotados na gestão das emendas.

Operação Transparência

A solicitação ocorreu após a decisão de Flávio Dino de determinar o bloqueio de R$ 119 milhões em bens vinculados ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. A medida integra os desdobramentos da Operação Transparência, que investiga supostos desvios de recursos provenientes de emendas parlamentares.

Na decisão, o ministro apontou indícios de que Valdemar Costa Neto poderia ter realizado indicações irregulares de emendas, mesmo sem exercer mandato parlamentar. Ex-deputado federal por São Paulo, o dirigente do PL negou as acusações.

Em resposta ao STF, Valdemar afirmou que não possui cotas de emendas parlamentares e que não realiza indicações formais para a destinação desses recursos.

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